De uma forma simples, através da alimentação, pode incluir alimentos nas refeições que ajudam a prevenir e combater as inflamações. A alimentação, o mais saudável possível, acaba por ser uma excelente aposta para beneficiar todo o organismo.
Alimentos antioxidantes (como brócolos, pimentos, uvas, peixes gordos, tomate, vegetais de folha verde ou azeite), e ricos em vitamina C são recomendados.
Incluir sementes como linhaça, chia, são excelentes fontes de ómega-3 e fibras, que ajudam a reduzir os marcadores de inflamação.
Frutos secos também são uma boa fonte de gordura boa, como amêndoas, nozes, castanha do pará.
Quando um organismo é alvo de uma infeção causada por fatores externos como por exemplo, bactérias, vírus, parasitas, o sistema imunológico desencadeia um processo inflamatório, ou inflamação, como resposta natural do organismo, e que tem como objetivo destruir os agentes agressores.
Em contrapartida alimentos como os hidratos de carbono refinados, fritos, refrigerantes, carnes vermelhas e gorduras saturadas potenciam em larga escala o aumento de peso e o aparecimento de processos inflamatórios no organismo. Estes podem, por sua vez, desencadear outro tipo de patologias.
Tomate: O consumo do tomate é recomendado por este ser um alimento muito rico em licopeno (entre outros carotenoides, como a luteína), antioxidantes (vitaminas do complexo A e B, além de vitamina E e C), minerais como o fósforo e o potássio, além de ácido fólico, cálcio e frutose.
Azeite: Rico em gorduras monoinsaturadas, o azeite é o “embaixador” da dieta mediterrânica e o seu consumo contribui para a redução do colesterol LDL, o mais nocivo para a saúde. No que à inflamação crónica diz respeito, o azeite permite bloquear a produção de elementos químicos que induzem processos inflamatórios no organismo.
Vegetais de folha verde-escura: Muito presente nestes vegetais, a vitamina E é essencial para combater processos inflamatórios. Alguns exemplos de vegetais e folha verde-escura são os espinafres, vários tipos de couve, brócolos, entre outros, que demonstram também concentrações elevadas de vitaminas e minerais como cálcio, ferro e outros fitoquímicos presentes que ajudam a prevenir várias doenças.
Frutos secos: O grupo de alimentos designado por frutos secos, no qual se incluem as nozes, amêndoas, avelãs, entre outros, caracteriza-se pela abundância de antioxidantes que ajudam o organismo a reparar os danos causados pela inflamação. Por exemplo: as amêndoas são ricas em fibra, cálcio e vitamina E e as nozes contêm ácidos gordos essenciais ómega-3, que reduzem a inflamação. Mas atenção, por serem calóricos, os frutos secos devem ser consumidos com moderação.
Peixes gordos: Salmão, cavala, atum, arenque e sardinhas são alguns exemplos dos peixes mais utilizados na dieta mediterrânica. O seu elevado teor de ácidos gordos essenciais ómega-3 ajuda a reduzir os processos inflamatórios no organismo e o seu consumo deve ser repetido várias vezes durante a semana.
Fruta: Framboesas, amoras, mirtilos, cerejas, maçãs e laranjas, entre outros frutos, têm um baixo teor de gordura e de calorias e são muito ricos em antioxidantes. Os frutos vermelhos, como as cerejas, amoras ou mirtilos têm uma forte presença de antocianinas, pigmentos que conferem cor e que combatem inflamações crónicas.
Gengibre: Além de estar associado à prevenção de náuseas e vómitos, está também provado que a ingestão de gengibre permite reduzir os níveis de inflamação, seja ela aguda ou crónica, como no caso da artrite reumatoide, por exemplo. O gingerol é uma das substâncias ativas presentes no gengibre com ações benéficas para o organismo, sendo antioxidante e anti-inflamatório.